O número de mortes no trânsito no Brasil cai em 5,7%

O Brasil conseguiu reduzir o número absoluto de mortos no trânsito. \r\nForam 44.812 mortes em 2012 e 42.266 em 2013, ou seja, houve uma queda \r\nde 5,7% de um ano para o outro. Os números foram apresentados nesta \r\nquarta-feira (18) na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança\r\n no Trânsito, em Brasília.


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A taxa de mortalidade caiu ainda mais, em 6,5%, de 22,5 mortos por \r\n100 mil habitantes, em 2012; para 21 casos por 100 mil habitantes, em \r\n2013. O ministério destaca que a queda é um possível reflexo do \r\nendurecimento da Lei Seca, em 2012.


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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, enfatizou os resultados. “Entre \r\n2012 e 2013, o Brasil reduziu o número de vítimas nas estradas e \r\nrodovias. Ainda é um número pequeno, mas só foi possível em função das \r\nvárias medidas adotadas que contribuíram para esse resultado, como o uso\r\n obrigatório do cinto de segurança e o trabalho de conscientização que \r\nvem sendo feito com a população”, destacou o ministro. Castro enfatizou \r\nainda a necessidade de o Governo Federal atuar mais fortemente na \r\nredução de acidentes envolvendo motociclistas, responsáveis por maior \r\nparte do número de mortes e internações no País.


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O balanço apresentado nesta quarta-feira aponta que 42.266 pessoas \r\nmorreram por causa de acidentes de trânsito em 2013, sendo que 12.040 \r\neram ocupantes de motocicletas (28,8% do total de mortes).


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Em 2008, os custos com as internações por acidentes de trânsito no \r\nSistema Único de Saúde (SUS) foram de R$ 117 milhões. Apenas com as \r\nmotocicletas, os custos foram R$ 49 milhões. Em 2013, o valor gasto com \r\ninternações no SUS crescem 95%, chegando a R$ 229 milhões. Somente com \r\nas internações de acidentes com motocicletas foram gastos R$ 112 \r\nmilhões, em 2013 – valor 128,5% maior do que o despendido em 2008.


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O estudo apontou, ainda, que a frota de veículos mais que dobrou na \r\núltima década, tendo crescido 121%, entre 2003 e 2013, e que o \r\ncrescimento da frota de motos foi de 247%, em dez anos. Os veículos de \r\nduas rodas passaram de quase 6 milhões para quase 22 milhões.


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Também foi apurado o comportamento no trânsito e o estudo revelou que\r\n metade dos brasileiros não usa cinto de segurança nos bancos de trás \r\ndos veículos. No banco da frente, são 20,6% os que afirmam nem sempre \r\nusar. Parcela de 79,6% disse sempre usar o cinto de segurança. Na zona \r\nrural, 55,2% afirmam nem sempre usar o cinto no banco de trás. Estudos, \r\nentretanto, mostram que o cinto de segurança no banco da frente reduz em\r\n 45% o risco de morte, e no banco de trás, em 75%. Em 2013, um \r\nlevantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da \r\nfrente deixariam de morrer se os cintos do banco de trás fossem usados \r\ncom regularidade.


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Entre aqueles que pilotam motos, o trabalho apontou que na média \r\nnacional, 83,4% da população afirmam sempre usar capacete ao pilotar \r\nmotos. Ou seja, sobra uma parcela de 16,6% que afirma nem sempre usar o \r\ncapacete ao conduzir. No campo, os índices são piores. Fatia de 31,7% \r\nnem sempre usa capacete ao conduzir motos.


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A combinação “álcool e direção” infelizmente ainda faz parte do \r\ntrânsito brasileiro. O estudo apurou que 24,3% da população brasileira \r\nadmite dirigir logo depois de beber e que na zona rural, esse percentual\r\n é de 30,4%. O Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a \r\ntolerância zero para o consumo de bebida alcóolica por motoristas e um \r\ndos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do \r\ncumprimento da lei.


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Em todo o mundo, 1,25 milhão de pessoas são mortas e em torno de 30 a\r\n 50 milhões ficam feridas a cada ano em decorrência de acidentes de \r\ntrânsito. Os óbitos atingem principalmente crianças e jovens de 5 a 29 \r\nanos, sendo que os jovens do sexo masculino são as principais vítimas. A\r\n 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo\r\n de Resultados, começou nesta quarta-feira (18) e prossegue até \r\nquinta-feira (19), no Centro Internacional de Convenções do Brasil \r\n(CICB), em Brasília (DF).

Fonte: Portal Brasil

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